Glossário

The following Glossary is intended for people who are new to the world of cryptocurrencies and trading, therefore the language used is not intended to be of an academic level but rather of an easy reading to understand.

CRIPTOMOEDA

É uma moeda virtual, ou seja, não existe fisicamente como uma cédula ou uma moeda de metal, e em geral é descentralizada, ou seja, não é emitida por nenhuma entidade específica (como os bancos centrais dos países), mas sim criada automaticamente por algoritmos de muitos computadores distribuídos pelo mundo (nem todas as criptomoedas são descentralizadas, algumas pertencem a uma empresa que as controla).

FIAT

Chama-se moeda fiat o dinheiro comum do dia a dia, emitido pelos países: dólar, euro, etc.

STABLECOIN

São criptomoedas que mantêm seu preço constante em relação a uma referência. Por exemplo, uma stablecoin em relação ao dólar sempre valerá 1 dólar (exemplos: USDT, DAI, USDC).

BITCOIN (BTC)

É uma criptomoeda, foi a primeira e é atualmente a mais popular e a mais utilizada. O Bitcoin é como um banco descentralizado, ou seja, permite que você abra uma conta (chamada wallet) na qual pode depositar bitcoins e manter um saldo, e enviar esses bitcoins para outra conta (outra wallet), mas, ao contrário de um banco, ninguém controla o Bitcoin, ele não pertence a ninguém, funciona graças a uma rede de computadores conectados que colaboram para o seu correto desempenho (você também pode conectar o seu computador para isso, é livre e público), não há escritórios do Bitcoin como há de um banco, e por isso também, se você errar ao fazer um envio ou perder a sua conta (o número ou a senha), não há a quem reclamar, mas também não há como alguém bloquear a sua conta (como poderiam bloquear uma conta bancária); cada um é dono da sua própria economia no mundo das criptomoedas.

ALTCOINS (ALTS)

Chamam-se assim todas as criptomoedas que existem além do Bitcoin. Como o Bitcoin foi a primeira e é a maior, o restante das criptomoedas, como Ethereum*, Cardano*, etc., costuma ser agrupado sob o nome de altcoins. * Na verdade, as criptomoedas do Ethereum e do Cardano se chamam "Ether" e "ADA" respectivamente, mas na linguagem comum são usadas como sinônimos.

SHITCOIN

São altcoins que não têm valor real, basicamente golpes (SCAM).

WALLET

São programas de computador que permitem guardar as criptomoedas (lembre-se de que elas são virtuais, não existem fisicamente). As wallets têm um endereço único que as identifica, que costuma ser um número (na verdade alfanumérico) muito longo; esse endereço serve para receber criptomoedas, de forma semelhante a um número de conta bancária. Com as wallets também podemos enviar as criptomoedas para outros endereços (outras wallets).

COLD STORAGE

Manter as criptomoedas (wallets) desconectadas da internet. Isso é importante se não formos movimentar as criptomoedas com frequência, para mantê-las mais seguras; sempre que estivermos conectados à internet corremos o risco de algum hackeamento e de nos roubarem a senha da wallet. Lembre-se de que o saldo da nossa wallet não está em nenhum lugar específico, não é que ele esteja no nosso computador ou celular etc.; o saldo é mantido pelos milhares de computadores que participam da rede, então, mesmo que o nosso computador quebre, se tivermos a senha da nossa wallet podemos recriá-la novamente e o saldo que tínhamos continuará lá (por isso uma forma simples de cold storage é simplesmente guardar a senha/chaves privadas em um papel).

BLOCKCHAIN (cadeia de blocos)

É a base da tecnologia de todas as criptomoedas. Entender como a blockchain funciona é um pouco técnico e seria muito extenso para este glossário, mas basicamente é o que garante que as transações sejam feitas de forma confiável mesmo que não haja nenhuma entidade centralizada que a controle e regule (ou seja, mesmo sendo descentralizada). Em termos financeiros, a blockchain é onde fica o registro de todas as transações feitas com a criptomoeda; isso é público para o mundo todo, ou seja, todos podem ver cada um dos movimentos que são feitos (transferências); mesmo assim, continua sendo anônimo porque só é possível ver os endereços das wallets, não a quem pertencem.

SATOSHI

É a unidade mínima em que um Bitcoin pode ser dividido, assim como o centavo é uma divisão do dólar; um satoshi equivale a 0,00000001 BTC, ou seja, 100 milhões de satoshis são 1 BTC. Além disso, Satoshi Nakamoto é o criador do Bitcoin, mas ninguém conhece a sua verdadeira identidade, ou se ele realmente existe.

CRIPTOGRAFIA

Um mecanismo que permite às partes transmitir informações entre si de forma segura por meio de canais inseguros. Basicamente é uma técnica que utiliza algoritmos matemáticos para ocultar informações, tornando-as impossíveis de ler para alguém que intercepte essa informação. As criptomoedas utilizam a criptografia para dar segurança ao sistema, de modo que ninguém possa alterá-lo.

PUBLIC KEY / PRIVATE KEY

As criptomoedas, para funcionar, utilizam a criptografia para garantir que somente o dono de cada wallet possa acessar esses fundos e transferi-los para outra wallet. Para isso, usa-se um mecanismo muito comum na criptografia, que é o de chave dupla: uma chave pública e uma privada. Quando você cria uma wallet, ambas serão criadas; a pública você pode compartilhar (é o seu endereço, como o número da sua conta) e a privada você deve manter em segredo, porque é como a sua senha, usada para poder enviar a partir da sua wallet.

MINERADORES / MINERAÇÃO

É o processo pelo qual as transações são validadas e as criptomoedas são geradas. Há diferentes formas de conseguir isso, como a prova de trabalho (proof of work), a prova de participação (proof of stake), etc. Mas basicamente consiste em colocar à disposição da rede algum recurso, como velocidade de computação ou as próprias criptomoedas, para tornar a rede segura; os que colocam esses recursos à disposição são chamados de mineradores (qualquer um pode ser) e recebem, portanto, uma recompensa por fazer isso (recebem o lucro das comissões pagas em cada transação e também recebem as novas criptomoedas que forem geradas).

SMART CONTRACT (contrato inteligente)

É um programa de computador que é executado dentro da blockchain (da criptomoeda, para simplificar). Pelas características que o sistema de criptomoedas tem (segurança, imutabilidade, etc.), há coisas que hoje em dia exigem um contrato legal, com advogados, cartórios etc. envolvidos, que poderiam ser feitas diretamente com um contrato inteligente que controle e execute tudo. Por exemplo, se duas pessoas decidem apostar se um time de futebol vai ganhar a partida, podem fazê-lo de boca, ou podem dar mais segurança com um contrato legal assinado em cartório etc. Um contrato inteligente permitiria que ambas depositassem nele o dinheiro apostado e, quando a partida terminar, o programa do smart contract verifica em algum site de notícias quem ganhou e entrega o dinheiro a quem corresponder, sem que nenhum humano intervenha e sem que ninguém possa evitar que isso aconteça. Os contratos inteligentes abrem a porta para inúmeras aplicações que poderiam agilizar, garantir e baratear muitas operações que hoje exigem advogados e contratos complexos.

TOKEN

Um token é muito parecido com uma criptomoeda (para fins práticos de trading a diferença não é tão importante), mas diferencia-se por não ter a sua própria blockchain, e sim usar a blockchain de alguma criptomoeda como base; por isso, os tokens também não podem ser minerados.

HASH RATE / HASH POWER

As criptomoedas que utilizam a prova de trabalho para o seu processo de mineração precisam de computadores que realizem cálculos matemáticos muito complexos; à soma de todo esse poder computacional dá-se o nome de hash power.

HARD FORK

Um hard fork é uma atualização do código da criptomoeda que inclui mudanças grandes demais e, portanto, obriga a atualizar todos os programas que utilizam a blockchain dessa criptomoeda. Às vezes acontece de uma parte dos usuários (mais especificamente os mineradores) não concordar com a nova mudança e preferir não atualizar; nesses casos em que nem todos concordam, a blockchain pode se dividir em duas partes, e criam-se então duas criptomoedas, e é o mercado (as pessoas) que acabará escolhendo qual das duas prefere usar (ou talvez ambas, como ocorreu por exemplo com o Bitcoin, em que foi criado o Bitcoin Cash e ambas as criptomoedas são usadas).

ICO

Initial Coin Offering. É semelhante a um IPO no mercado de stocks (ações). Ou seja, assim como uma empresa, quando se torna pública e começa a ser negociada em bolsa, oferece as suas ações a um preço inicial, quando uma nova criptomoeda (ou um novo token) é criada os criadores podem vender as criptomoedas iniciais que possuem por tê-las criado a um preço inicial que considerem adequado, e as pessoas as compram diretamente deles; dessa forma conseguem financiar o seu projeto, e os que acreditam no projeto conseguem comprar criptomoedas a um preço muito barato. O perigo de comprar em uma ICO é que o projeto está começando, por isso é um investimento de alto risco caso o projeto depois fracasse.

HALVING

O halving é basicamente reduzir a recompensa que os mineradores têm, ou seja, reduzir as novas criptomoedas que são geradas; quando isso ocorre (ou se ocorre) é definido pelo código de cada criptomoeda. O objetivo é limitar a emissão de criptomoedas ao longo do tempo, porque em geral muitas criptomoedas, ao contrário do dinheiro fiat, têm um limite máximo de moedas, o que faz com que não possa haver inflação. Muitas vezes costuma-se fazer uma analogia entre criptomoedas como o Bitcoin e o Ouro; ambos devem o seu valor, entre outras coisas, ao fato de serem escassos e de serem cada vez mais difíceis de obter.

AIRDROP

É uma atividade de marketing que os novos projetos utilizam, na qual dão de presente algumas das suas criptomoedas/tokens, com o objetivo de que as pessoas se interessem por elas, as usem, que os meios de comunicação as divulguem etc.

WHITEPAPER

Um White Paper é um documento que inclui um resumo do problema que o projeto (a criptomoeda/token) está tentando resolver, a solução para esse problema, bem como uma descrição detalhada do seu produto, da sua arquitetura e da sua interação com os usuários.

DESCENTRALIZADO

Sempre que nos referimos a um sistema descentralizado, estaremos falando de um sistema baseado na tecnologia da blockchain, que permite o seu funcionamento sem que exista um único ponto onde todos os cálculos são feitos etc., mas sim muitos computadores distribuídos pelo mundo. Em geral, os sistemas descentralizados também são públicos, não há uma empresa dona do sistema e da rede.

OPEN SOURCE

Refere-se ao fato de que o código no qual as criptomoedas são programadas é de acesso público, todo mundo pode vê-lo e até fazer contribuições a ele.

DAPP

Aplicação Descentralizada. Normalmente, as aplicações (isso inclui também os sites) têm os seus processadores e bancos de dados hospedados em um servidor central, o hosting, que também pode ser uma nuvem, como a Amazon Cloud etc. Em uma aplicação descentralizada, a parte mais crítica da aplicação, como por exemplo os dados que ela armazena, não está em um hosting, e sim em uma blockchain. Em geral, as dapps também são open source, já que o objetivo é priorizar a transparência, o controle e a confiança dos dados e processos que são executados (em aplicações como Facebook ou Twitter nunca sabemos exatamente o que guardam, nem como usam, nem somos donos desses dados mesmo que sejamos nós a gerá-los; eles podem decidir apagar ou censurar o que quiserem).

MARKET CAP

É a capitalização de mercado, o valor obtido ao multiplicar a quantidade de criptomoedas em circulação pelo preço de cada moeda. Por exemplo, se há 1 milhão de Bitcoins no total já emitidos e cada bitcoin vale US$ 10, então o seu market cap é de US$ 10 milhões. Isso nos dá uma ideia do valor total da criptomoeda.

P2P

Peer To Peer (De usuário para usuário, de igual para igual). Estritamente, P2P refere-se a um tipo de comunicação entre computadores em que todos participam como servidor e como cliente, ou seja, podem baixar informações de outro computador (atuando como cliente) ou podem enviá-las a outro que as solicite (atuando como servidor); é uma forma de colaboração entre muitos computadores para não depender de um servidor central que processa e armazena tudo (como ocorre normalmente, por exemplo, em servidores como os do Google ou do Facebook). No trading também chamamos de P2P as transações feitas entre duas pessoas sem intermediários, ou seja, quando você faz uma compra/venda P2P entra em contato direto com outra pessoa, combinam o método de pagamento, o valor a pagar/receber etc. em particular (às vezes há sites que atuam como garantia, permitindo ver a reputação da outra pessoa ou abrir uma disputa se a outra pessoa não cumprir a sua parte).

TRADING

Comprar e vender (geralmente em uma exchange) de forma relativamente frequente e regular com o fim de obter um lucro dessa compra/venda. Para isso, basicamente é preciso comprar barato e vender caro (ou vender caro e recomprar mais barato depois), e para conseguir isso é preciso ter uma boa análise que indique onde convém comprar e onde vender.

SCALPING

É um tipo de trading no qual as operações de compra/venda são feitas em minutos ou, no máximo, horas. Ou seja, quando fechamos em pouco tempo as posições que abrimos, diz-se que estamos fazendo scalping. Em geral, portanto, são operações com pouca variação de preço e, justamente por isso, é preciso cuidar da porcentagem que se paga em comissões.

SWING TRADING

É um tipo de trading no qual as operações costumam durar dias ou semanas, ou seja, quando estamos mirando em uma análise ou busca de resultados de médio prazo, diz-se que estamos fazendo swing trading.

HIGH FREQUENCY TRADING (HF, HFT)

Em português: Trading de Alta Frequência. É um tipo de trading executado por computadores a uma velocidade que nenhum humano poderia alcançar. Esses algoritmos e computadores em geral pertencem a grandes firmas com muito dinheiro, porque são muito caros de desenvolver e manter.

BOTS

São programas de computador utilizados para operar automaticamente em uma exchange (ou em várias). Esses programas executam as ordens de compra e venda sem interação humana, seguindo a estratégia que tiverem no seu código.

ARBITRAGEM

Neste tipo de trading busca-se obter um lucro por meio da diferença de preços que há em diferentes exchanges/mercados para o mesmo ativo. Por exemplo, se em uma exchange o preço está em US$ 1.000 e na outra em US$ 1.010, então poderíamos comprar na primeira exchange e vender na segunda, mais cara. Essas operações devem ser realizadas com muita velocidade porque a diferença de preço costuma não se manter, por isso costumam ser feitas por bots. Embora existam mercados em que não se podem usar bots e as diferenças de preço podem ser aproveitadas.

POSIÇÃO

São todas as operações que temos em andamento, ainda sem fechar.

TRADE

Em termos estritos, refere-se a cada operação de compra/venda que se realiza (lembre-se de que toda operação de compra implica uma de venda; se alguém compra US$ 100 é porque outra pessoa está lhe vendendo esses US$ 100). Na linguagem popular usaremos o termo como sinônimo de entrada no mercado, ou de posição no mercado. Ou seja, se entramos em uma posição long (compramos), diremos que estamos em um trade em long e, quando sairmos (neste exemplo de estar em long seria vendendo), diremos que fechamos o trade.

FLUTUANTE

É o lucro ou a perda que temos nas posições abertas (os trades que ainda não fechamos).

EQUITY

O equity no trading refere-se ao valor absoluto da conta de um trader, levando em conta o valor do ativo líquido das posições atualmente abertas (ou seja, o lucro ou a perda flutuante). O equity, então, é basicamente: Dinheiro depositado + Lucros - Perdas + Lucros flutuantes (ainda não fechados) - Perdas flutuantes.

PNL

É o resultado (lucro ou perda) que já obtivemos, geralmente medido dia a dia, ou seja, o PNL costuma mostrar a diferença em relação ao dia anterior.

ROE

Return On Equity. Mede o ganho percentual que temos em relação ao nosso equity. Ou seja, se o nosso equity é de US$ 1.000, por exemplo, e temos uma posição aberta com um lucro flutuante de US$ 100, então teremos um ROE de 10%.

LONG

Estar long, comprado, ou entrar em long significa: comprar. Ou seja, temos uma visão de alta, achamos que o preço vai subir e, portanto, nos convém comprar. Para abrir um long é preciso comprar, e para fechar um long já aberto temos que vender.

SHORT

Entrar em short, vendido, ou fazer um short significa: vender. Ou seja, se a nossa análise indica que o preço vai cair, podemos abrir uma operação em short, para obter um lucro se o preço cair. Essas operações só podem ser feitas em mercados de futuros ou que permitam margin (alavancagem), não em mercados spot. Para abrir um short temos que vender, e para fechar um short já aberto temos que comprar.

URSOS / BEAR (Bearish market)

Chamam-se ursos aqueles que têm uma visão/sentimento de baixa do mercado, ou seja, que acreditam que o preço vai cair.

TOUROS / BULL (Bullish market)

Chamam-se touros aqueles que têm uma visão/sentimento de alta do mercado, ou seja, que acreditam que o preço vai subir.

HOLD

Fazer hold é simplesmente manter as criptomoedas que compramos, não vendê-las. Os holders são aqueles que acreditam que a criptomoeda que compraram vai valer muito mais no futuro, por isso preferem conservá-la e não fazer trading.

HODL

É o mesmo que hold; surgiu como um meme por um erro de digitação de alguém que postou em um fórum em 2013 "I AM HODLING" e depois ficou para sempre no mundo das criptomoedas.

EXCHANGE

Empresas que oferecem serviços de compra e venda de ativos (ações, títulos, criptomoedas, etc.). Permitem criar uma conta, na qual se pode depositar (e depois sacar quando quiser) o capital a investir (dependendo da exchange, ela permitirá depositar em alguma criptomoeda e/ou em fiat). A diferença entre broker e exchange é que o broker não tem um orderbook, atua mais como intermediário definindo os preços de compra e venda disponíveis. Em geral, em criptomoedas operaremos com exchanges.

DEX

É uma Exchange descentralizada; isso significa que permite fazer as mesmas operações de compra e venda que uma exchange, mas ninguém é dono dessa exchange, ela não pertence a nenhuma empresa, e sim se autocontrola e se regula pelos algoritmos das criptomoedas.

KYC

Know Your Customer. É basicamente o pedido de informações pessoais (documento de identidade, verificação de endereço físico, etc.) que as exchanges fazem para validar a identidade do usuário. Em geral, as exchanges são obrigadas a pedir essas informações por exigências legais e de políticas antilavagem de dinheiro etc.

DEFI

Vem da sigla em inglês para Finanças Descentralizadas (Decentralized Finance). A ideia principal é poder oferecer serviços semelhantes aos que as entidades financeiras oferecem atualmente (como os bancos), mas de forma descentralizada, sem que haja nenhuma empresa controlando e impondo as suas restrições e regras. Dessa forma, graças a algoritmos que funcionam em diferentes redes de criptomoedas, podemos pedir um empréstimo, por exemplo, e ninguém nos pedirá papéis nem teremos que pedir autorização etc., é tudo automático. Da mesma forma podemos depositar dinheiro e ganhar juros sobre esse depósito, como se fosse uma aplicação de renda fixa, etc.

CRYPTO

Chama-se assim o mercado das criptomoedas em geral, por exemplo o par BTC/USD (Bitcoin contra o dólar), ou também BTC/ETH (Bitcoin contra Ethereum).

STOCKS

Chama-se assim o mercado das ações, as empresas que são negociadas em bolsa, por exemplo Apple, Amazon, Tesla etc. são stocks.

FOREX

Chama-se assim o mercado das divisas, ou seja, da troca entre diferentes moedas, por exemplo o par Euro/Dólar.

SPOT

É a compra e venda de ativos sem alavancagem; compra-se o ativo real, não um derivativo dele.

DERIVATIVOS / FUTUROS

É um produto financeiro cujo valor se baseia no preço de outro ativo. Basicamente, um derivativo é um contrato que vai definir algumas condições, direitos e obrigações, como em todo contrato, e permite então especular sobre o que o preço fará no futuro etc. É um tema muito extenso porque existem inúmeros derivativos e são usados para coisas diferentes, mas o que mais deve importar para nós, que faremos trading, é que, quando operamos com contratos de futuros (os futuros são um tipo de derivativo, as opções são outro), como por exemplo na BitMEX, não estamos comprando o ativo real (neste caso a criptomoeda real), e sim comprando contratos; já ao operar no spot, estamos realmente comprando o ativo. Qual é a vantagem de operar com derivativos, então? Que eles nos permitem, por exemplo, usar alavancagem (veja mais abaixo), ou entrar em short; também é preciso levar em conta que podem cobrar comissões por manter o contrato por muito tempo.

ETF

Os ETFs são ativos que se podem comprar e que seguem o preço de algum outro ativo, ou de muitos, e que são lastreados pelo ativo real (ou seja, a instituição que mantém o ETF compra o ativo real; isso é uma diferença importante em relação aos derivativos). Por exemplo, poderia existir um ETF de empresas de tecnologia, que tem dentro ações de Apple, Amazon, Google etc.; então, comprar esse ETF é semelhante a comprar ações desse conjunto de empresas. No Bitcoin, um ETF teria importância porque permitiria algumas vantagens em relação a comprar Bitcoin diretamente; por exemplo, poderia ser mais fácil de comprar, pois hoje em dia é preciso abrir uma conta em uma crypto exchange, ou criar uma wallet e manter os bitcoins seguros em algum lugar etc.; manter o controle dos impostos que precisam ser pagos por isso também é complicado. Um ETF facilita muitas coisas para os grandes investidores.

SEC

A SEC é uma agência governamental dos Estados Unidos encarregada de controlar e regular todo o mercado de stocks, derivativos, ETFs etc.; é como uma espécie de polícia dos mercados, controla, por exemplo, que não haja manipulações de preço, que não haja abuso de informação privilegiada, etc. No mundo das criptomoedas não há ninguém que controle essas coisas no momento, por isso os movimentos e as armadilhas de mercado que existem lá são mais selvagens e frequentes.

ALAVANCAGEM / LEVERAGE

Alavancar-se é basicamente pedir um empréstimo ao broker/exchange para operar com mais dinheiro do que dispomos. Geralmente é medido em "X"; assim, por exemplo, se a nossa conta tem US$ 1.000 e usamos uma alavancagem de 3X, teremos US$ 3.000 disponíveis para operar. Mas é preciso lembrar que a exchange nunca nos deixará perder mais do que os US$ 1.000 reais que temos. Usar uma alavancagem alta é muito arriscado e poderia nos fazer perder tudo em segundos.

MARGIN TRADING

É a compra e venda de ativos com alavancagem, e que também permite entrar em short.

ORDEM

É uma instrução que damos ao Broker/Exchange para comprar ou vender; algumas são de execução instantânea, outras são enfileiradas à espera de que o preço definido seja alcançado (você pode buscar mais sobre os tipos de ordens neste Glossário).

ORDER BOOK (OB)

Livro de ordens. É o registro de todas as ordens Limit (tanto de venda quanto de compra) que ainda não foram executadas (estão ativas) em todos os níveis de preço. Divide-se em duas seções: Compra - Buy - BID e a sua contraparte: Venda - Sell - ASK. No order book é possível ver quanta oferta (as ordens de venda) e quanta demanda há (as ordens de compra).

OTC (Over The Counter)

É um tipo de operação feita entre o vendedor e o comprador diretamente, sem passar por um broker ou uma exchange. Isso implica que não vai alterar o preço do mercado, já que não consome o orderbook; os preços são acertados entre as partes. Muitas operações, sobretudo de grande volume, são feitas dessa forma.

ORDEM LIMITADA (LIMIT ORDER)

É um tipo de ordem que se usa para comprar a um preço mais barato que o atual ou vender a um preço mais alto que o atual. Essas ordens são as que aparecem no order book (por isso são chamadas de ordens "maker", porque fazem o order book).

ORDEM STOP (STOP ORDER)

É um tipo de ordem que se usa para comprar a um preço mais alto que o atual ou vender a um preço mais baixo que o atual. Normalmente são usadas para frear uma perda em certo nível de preço. Essas ordens não aparecem no orderbook, e sim o consomem, por isso também se diz que é uma ordem taker.

ORDEM MARKET (MARKET ORDER)

Esta ordem é usada para comprar ou vender na hora, ao preço atual. Essas ordens consomem (taker) o orderbook, ou seja, são casadas com as ordens limit que existem no orderbook.

ORDEM STOP LIMIT (STOPLIMIT ORDER)

É um tipo de ordem em que se definem 2 preços, o preço stop e o preço limit. Quando o preço chega ao preço stop (também chamado de preço trigger, ou gatilho), a exchange, em vez de executar a operação selecionada (de compra ou de venda) a esse preço, o que faz é criar uma nova ordem, do tipo limit, ao preço limit definido.

STOP LOSS (SL)

É uma ordem do tipo stop que se coloca para frear a perda de uma operação. Suponhamos que você compre 1 Bitcoin a US$ 1.000, você quer que suba para vender mais alto, mas o que acontece se cair? Você pode colocar uma ordem de venda (stop loss) em US$ 900; dessa forma, se cair para US$ 900, venderá automaticamente e freará a perda, caso continue caindo ainda mais depois.

TAKE PROFIT (TP)

É uma ordem, em geral do tipo limit, que se coloca para fechar a operação a um preço mais favorável que o atual (e, portanto, normalmente obter um lucro). Por exemplo, se você compra a um preço de US$ 100, poderia colocar uma ordem TP (de venda) em US$ 110. Dessa forma ganharíamos 10% se ela for cumprida. Mas, se entramos em short a US$ 100, então o nosso TP seria uma ordem de compra, e deveria estar mais abaixo para obter um lucro, por exemplo em US$ 90.

BREAKEVEN (BE)

Quando uma posição aberta (mal chamada de trade aberto, mas esse termo também é usado) não está nem em perda nem em lucro, diz-se que está a breakeven, ou seja, o preço do ativo está exatamente no preço de abertura.

RISK REWARD RATIO

É a relação entre o risco (perda) e a recompensa (ganho). Basicamente, a relação entre o nosso Stop Loss e o nosso Take Profit em cada trade; por exemplo, se no nosso TP obtemos um lucro de 6% e o SL nos deixa uma perda de 2%, então a nossa relação será de 1:3.

BID / ASK

Bid é o preço mais alto que o lado comprador está disposto a pagar, e ask é o preço mais baixo pelo qual o lado vendedor está disposto a vender. Ou seja, se quisermos comprar a mercado, teremos que pagar o preço ask (o primeiro vendedor disponível), e se quisermos vender a mercado, nos pagarão o preço bid (o primeiro comprador disponível).

SPREAD

É a diferença de preço entre os preços de BID e ASK.

LIQUIDEZ

A liquidez é a facilidade com que um ativo pode ser comprado ou vendido no mercado sem que isso afete o seu preço. Em ativos (ou exchanges) que não têm uma alta demanda e oferta, ou seja, há pouco volume no seu orderbook, o preço provavelmente se move muito a cada operação de compra e venda, e diz-se então que tem pouca liquidez.

SLIPPAGE

É a diferença de preço entre o preço ao qual uma ordem é colocada e o seu preço de execução real. Isso ocorre apenas para ordens taker (market e stop), não para as limit, e é comum sobretudo em mercados com pouca liquidez, ou quando a ordem é muito grande, porque vai consumindo a oferta (caso estejamos comprando) ou a demanda (caso estejamos vendendo) do orderbook, de modo que o nosso preço final fica mais desfavorável. Também pode ocorrer devido a atrasos na execução da nossa ordem: se na exchange havia ordens de outros antes da nossa, elas serão executadas primeiro, poderiam consumir o orderbook e, na hora em que for a nossa vez de executar, o preço já terá se movido para um valor mais desfavorável.

GAP

É uma diferença entre o preço de fechamento da vela e o preço de abertura da vela seguinte. Isso costuma acontecer em mercados que têm horários de abertura e fechamento; por exemplo, no mercado de ações (stocks) opera-se durante cerca de 8 horas por dia, e não se opera nos fins de semana, mas durante esse tempo em que o mercado está fechado costuma haver operações (after hours e pré-mercado) que movem o preço, então, ao iniciar o próximo pregão, é normal ver um gap. Isso não costuma ocorrer no mercado cripto porque ele é 24/7, nunca fecha.

FEE

É a comissão que as exchanges cobram para fazer cada operação de compra e venda; às vezes é um valor fixo e, mais comumente em cripto, é uma porcentagem do valor total operado, que pode parecer baixa, mas, se forem feitas muitas operações, acaba somando muito. Algumas exchanges (por exemplo a BitMEX) às vezes nos pagam se o tipo de ordem que executamos é uma Limit; isso pode ser visto porque a fee exibida é negativa.

FUNDING FEE

Quando se opera com derivativos/futuros, costuma-se pagar uma fee extra de manutenção da posição, ou seja, a cada certa quantidade de horas a exchange nos cobrará uma comissão. Essa comissão costuma ser variável, por isso é importante olhar o seu valor, e nem sempre temos que pagá-la, mas às vezes pode ser que nos paguem, dependendo se os que devem pagar são os que têm uma posição em Long ou em Short (às vezes pagam os Long, às vezes os Short; isso a exchange sempre informará com antecedência).

LIQUIDAÇÃO / REKT

É o fechamento forçado de uma posição que a exchange faz quando já perdemos mais do que tínhamos disponível. Isso ocorre quando se opera com derivativos/futuros e sobretudo quando se usa alavancagem. Por exemplo, se abrimos uma posição em Long a 10X, a exchange não deixará o preço ir contra nós mais de 10% (na verdade menos, porque cobrarão alguma comissão e também terão que ter alguma garantia de segurança etc.); se isso acontecer, então a exchange forçará o fechamento da posição, e a esse processo dá-se o nome de liquidação. Se, além disso, tivéssemos colocado todo o nosso capital nesse trade, então terminaremos com a conta em 0.

COLATERAL

O colateral é o capital que temos disponível na exchange para proteger uma posição alavancada. Isso faz mais sentido em um tipo especial de alavancagem automática (na BitMEX isso se chama cross), em que a exchange nos empresta o que precisarmos (até certo máximo). Nessa situação, se quisermos reduzir a alavancagem atual, o que teremos que fazer é depositar mais dinheiro (ter mais colateral). Ao reduzir a alavancagem, também afastamos o preço de liquidação.

RETAILER

Chamamos de retailers os traders pequenos, pessoas comuns que operam com pouco capital.

OPERADORES / BALEIAS / STRONG HANDS

As baleias ou grandes operadores costumam ser instituições que operam com muito capital e costumam ter o poder de mover o preço.

MARKET MAKER / PROVEDORES DE LIQUIDEZ

Os market makers são instituições com muito dinheiro que fornecem liquidez ao mercado, ou seja, a sua função é colocar ordens Limit continuamente no orderbook, tanto do lado de compra quanto de venda. Isso é algo de que as exchanges precisam para tornar o trading na sua plataforma mais atraente e fluido, então costumam contratar os serviços de provedores de liquidez para fazer isso e, em troca, compartilham parte do lucro das comissões. Os market makers, em geral, obtêm os seus lucros, então, dessas comissões e também do spread (a diferença entre o bid e o ask), já que estão continuamente comprando e vendendo. Nas exchanges descentralizadas (DEX), os provedores de liquidez podem ser qualquer um, porque a liquidez ali funciona de forma diferente, sem um orderbook, controlada por contratos inteligentes.

ANÁLISE FUNDAMENTAL

Consiste em analisar os aspectos do ativo que se deseja comprar/vender para saber se vai subir ou cair de preço. Por exemplo, no caso de ações de uma empresa, analisar os seus balanços, que produto vende, que mercado esse produto tem, quem são os dirigentes da empresa etc. No caso de criptomoedas, algo semelhante: quem são os seus criadores, para que serve a criptomoeda, em que fase o projeto está, qual é o seu potencial, qual é a sua concorrência etc.

ANÁLISE TÉCNICA

Consiste em analisar unicamente os dados do preço, revisar historicamente como o preço se moveu, fazer cálculos com base nisso, sem importar de que ativo se trata, que empresa é etc., apenas como o preço e o volume foram se movendo, em busca de algum padrão repetitivo.

CHARTISMO

É um tipo de análise técnica que busca prever o preço utilizando figuras geométricas, por exemplo desenhando triângulos, linhas etc., ou padrões de velas no gráfico, por exemplo 2 velas verdes e depois uma vela em forma de "martelo" etc. Na TradingDifferent consideramos que essa análise não tem sentido algum e é a utilizada pelos novatos que, no fim, acabam perdendo.

VELA / CANDLE

É uma forma de resumir o movimento do preço que houve em um determinado período de tempo. Consiste em 4 valores: Open, High, Low, Close (OHLC). Por exemplo, em uma vela de 1 hora (o tempo das velas nós podemos selecionar) referente às 17h, o preço Open será o preço que o ativo tinha às 17h, o preço Close o preço que tinha às 18h (1 hora depois, já que a vela, se for de 1 hora, resume o movimento do preço durante essa hora), o preço Low e High representarão o preço mais baixo e mais alto, respectivamente, que ele atingiu durante essa hora (mas não sabemos quando exatamente nessa hora). Dessa forma podemos comprimir a informação do preço; caso contrário, precisaríamos de 4 pontos para mostrar como o preço se moveu durante essa hora. O Open e o Close formam o corpo da vela (de forma mais larga), e o high e o low formam os pavios (também chamados de caudas ou sombras) da vela (as linhas que saem do corpo). As velas ainda podem ser de duas cores, dependendo se o valor Open é menor ou maior que o valor Close. Ou seja, se o preço no fim da vela (18h no exemplo) for maior que no início da vela (17h no exemplo), então essa vela terá a cor de uma vela positiva (normalmente verde), e se o preço tiver sido menor no fim da vela, terá a cor de uma vela negativa (normalmente vermelha).

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PAVIO / SHADOW BREAK

Um termo da nossa gíria, utilizado para nos referirmos aos movimentos repentinos e fortes em uma direção, mas que depois se revertem em muito pouco tempo, deixando assim uma vela com um grande pavio.

DOBLE KILL

É um termo nosso utilizado para nos referirmos aos movimentos de subida e descida rápida do preço; normalmente isso, no gráfico, aparece como uma vela com dois grandes pavios. Esses movimentos costumam ocorrer para liquidar tanto os longs quanto os shorts.

PULLBACK / REPIQUE

Movimentos em que o preço, ao chegar a certo valor ou zona, repica e se move na direção contrária. Exemplo: o preço terá um pullback ou repique em US$ 1.500; significa que vinha subindo e, em US$ 1.500, começará a cair, e, se vinha caindo, em US$ 1.500 começará a subir.

LATERALIZADO

O preço está lateralizado quando não se move em uma direção clara, sobe e desce, mas dentro de uma faixa de preço.

TENDÊNCIA

Quando o preço se move em uma direção clara durante muitas velas; se o preço vai subindo, será uma tendência de alta, senão será uma tendência de baixa.

TRADING QUANTITATIVO / ALGORÍTMICO

É um tipo de trading que costuma operar com estratégias bem definidas, com regras estritas, que foram backtestadas (analisado o seu resultado no passado). Esse tipo de trading é o que os bots usam, já que devem ter programada uma estratégia bem específica a seguir.

TRADING DISCRICIONÁRIO

É um tipo de trading mais subjetivo e intuitivo, em que o trader decide quando abrir ou fechar uma posição sem regras estritas, mas sim confiando na sua experiência.

INDICADOR

São cálculos matemáticos feitos sobre os dados do preço, volume e outros tipos de informação para facilitar a análise. São muito utilizados em análise técnica.

POOLS DE LIQUIDAÇÕES

É um algoritmo criado originalmente por Iván Paz e aperfeiçoado pela TradingDifferent que oferece informações sobre os níveis de preço onde há maior probabilidade de os retailers perderem. Lembremos que, no trading, 90% dos retailers perdem, por isso essa informação é crucial para a grande maioria das estratégias usadas na TradingDifferent.

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VOLATILIDADE

Quando o preço se move muito, sobe e desce em pouco tempo, dizemos que tem alta volatilidade.

BACKTEST

É o processo de testar uma estratégia de trading antes de utilizá-la. Para isso, definem-se as premissas da estratégia e procede-se a aplicar essas condições nos dados do preço do passado, com o objetivo de comprovar o que teria acontecido se usássemos essa estratégia nos anos anteriores.

DRAWDOWN

Mede o retrocesso atual na curva de resultados em relação ao máximo anterior. É uma forma de avaliar o risco do sistema de trading, seja ele automático ou não. Um alto DrawDown implica que a estratégia, em algum momento, poderia nos fazer perder muito, e isso poderia ser justamente quando começamos a operá-la com dinheiro real (o drawdown convém calcular sempre em um backtest primeiro).

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ATH

All Time High. É o preço máximo que o ativo atingiu.

TO THE MOON

No mundo do crypto trading é comum usar este termo para se referir a que o preço vai subir muito, tanto que chegará à Lua.

FOMO

Fear of Missing Out (medo de ficar de fora). É um termo aplicável à psicologia em geral, mas no trading nos referimos ao FOMO quando há muita gente interessada em comprar, porque acreditam que o preço vai disparar (to the moon) e não querem perder essa oportunidade. Normalmente, quando há FOMO demais, o preço na verdade acaba caindo.

FUD

Fear, Uncertainty, and Doubt (medo, incerteza e dúvida). É uma tática que tem por objetivo gerar pânico no mercado, para que as pessoas vendam por acreditarem que tudo vai cair; para isso, muitas vezes divulgam-se notícias falsas ou pessimistas.

BOLHA

Uma bolha econômica é uma situação em que ocorre um aumento desmedido e descontrolado do preço de um bem, separando-se do seu valor razoável. Cedo ou tarde o preço acaba voltando ao valor correto do bem e, nesse momento, diz-se que a bolha estourou.

CONGELAR

Congelar refere-se a passar as criptomoedas que se tenha para dinheiro fiat ou para uma stablecoin, a fim de conservar então o valor que tenham naquele momento e não ficar sujeito à futura variação do preço. Em geral, quando congelamos é porque acreditamos que o preço vai cair.

HEDGING / COBERTURA

Consiste em proteger uma posição de trading entrando no mesmo ativo (ou em um que se mova de forma correlacionada), mas em sentido contrário. Por exemplo, se estamos em uma posição Long, abrimos uma posição short em paralelo (provavelmente em outra exchange). É uma forma de reduzir o risco de uma posição sem fechá-la.

OPEN INTEREST

Nos mercados de futuros, o open interest nos diz qual é o volume de todas as posições abertas. Para cada operação sempre há um comprador e um vendedor, mas um comprador pode estar abrindo uma posição (entrando em long) ou fechando uma posição (fechando uma posição em short que tinha), e um vendedor, o mesmo: pode estar abrindo uma posição (entrando em short) ou fechando uma posição (fechando um long que já tinha). O open interest aumenta se tanto o comprador quanto o vendedor estiverem entrando em uma posição (o valor pelo qual aumenta é igual ao volume dessa transação), e diminui se ambas as partes, comprador e vendedor, estiverem fechando uma posição. Se um abre e o outro fecha, o open interest não muda. Se tanto o comprador quanto o vendedor estiverem fechando posições, então o OI diminui.

API

É um termo usado por programadores; basicamente permite criar programas (software) que podem interagir com as exchanges. É assim que os bots conseguem executar ordens e estratégias automatizadas.